Editorial
As
grandes crises do capitalismo, a de 1929 e a de 2008, iniciaram-se nos EUA.
Ambas remodelaram o mundo. Mas em 1929 significou o fortalecimento do Estado,
especialmente nos países centrais, no sentido do controle do mercado. Já em
2008, a resposta foi a demolição do que restava dessa forma estatal. Em 1929, o
capitalismo tinha adversário: o socialismo soviético atemoriza as classes
dominantes na mesma medida em que encorajava os trabalhadores. Pelo medo, as
primeiras aceitaram um acordo. Hoje, o capitalismo reina sozinho e impõe com
toda a radicalidade os seus brutais interesses.


